segunda-feira, 12 de março de 2007

Oração Mãe para o Filho

Essa oração deve ser feita desde o momento de nascimento, falando ao ouvido da criança ao anoitecer ou ao adomercer. Essa oração é uma fonte de proteção e de amor a criança. Deve ser feito diariamente, no ouvido da criança de maneira terna, carinhosa e sensível.


"Meu querido filho, sinto-me abençoado por você ter me escolhido para guardar e alimentar seu espírito sagrado enquanto começa sua nova vida na terra. Eu lhe prometo o melhor esforço da minha alma para mantê-lo seguro, saudável, feliz e ligado ao Deus que o criou e que vive dentro de você.
Que você possa manter toda a alegria e a sabedoria que suas vidas passadas lhe deram, e que toda a dor, medo, doença e negatividade dessas vidas passadas sejam liberados e dissolvidos para sempre na luz branca do Espirito Santo."

Por Cida Medeiros

domingo, 11 de março de 2007

Shiva

Hinduísmo: Divindade: Shiva

É o deus dos iogues e da meditação. Paradoxal, contém em si o poder da criação e da destruição, o que o torna ao mesmo tempo atraente e terrível. Destrói o que foi criado e preservado, para que Brahma possa então criá-lo novamente. Originalmente o deus da montanha, Shiva, que significa auspicioso, é o deus da destruição. Mas, num mundo de infindáveis renascimentos, a destruição precede a criação. Pode ser venerado como um língan (símbolo fálico), como um asceta, um professor, ou como um dançarino na grande dança da destruição.

Shiva, por contraste a Vishnu, não possui avatares, mas ele tem uma família de esposas e crianças. Shiva era originalmente conhecido como o destruidor, mas desde que ele incorporou adjetivos de criador (ele destrói as coisas para renová-las), e sustentador.

De fato, a figura de Shiva dançando, sustentando o mundo é uma figura hindu comum. Os seguidores de Shiva são conhecidos como Shaivites. As lendas que exploram isto são mencionadas no Ramayama, mas parecem ser muito mais completas nos Puranas. A figuração principal de Shiva é uma sadhu de meditação, mas ao lado das atenção de Parvati, uma de suas esposas, ele também possui um lado familiar.

O principal símbolo de Shiva é um lingam, um objeto fálico. Este símbolo é colocado como a imagem central de um templo Shaivite e freqüentemente é feito de material valioso, como prata. Possui usualmente dois ou três pés de altura, e constitui foco de veneração por seus seguidores.

As esposas de Shiva são os símbolos da força feminina, chamada Shakti. Elas são freqüentemente veneradas no Shaivismo, mas podem ser elas mesmas veneradas em uma forma de hinduísmo denominada Shaktiismo. Apesar de haver várias figuras femininas associadas com Shiva, quatro se sobressaem: Parvati, Umma, Durga e Kali.

Parvati é a deusa do amor e do romance. Ela é jovem, bonita e cheia de vida. Assim, ela representa a união com Shiva, uma representação da sublimação da distinção sexual. Também, elas são freqüentemente descritas no ato do intercurso, a combinação da energia masculina e feminina no universo. Parvati é também a mãe de Ganesha. Apesar de Shiva inicialmente tentar matar Ganesha. Apesar de Shiva inicialmente tentar matar Ganesha, ele o adotou e formam uma das figuras de família preferidas no hinduísmo.

Umma é a esposa que representa a maternidade. Ela parece uma rainha com o carinho, nutrição e as características da maternidade.

Durga representa o atributo da justiça. Ela monta um tigre e carrega as armas da batalha. Neste ponto, ela não teme matar para reestabelecer a justiça.

Kali está selvagem, terrível e impreterivelmente associada com a morte. Ela é normalmente mostrada nua, vestindo um cachecol de cabeças humanas e uma camisa de braços humanos. A morte está ligada a suas atividades. De fato ela é algumas vezes dançando em cima da forma de Shiva, simbolizando a amplitude do selvagem e sua força imensurável. A cidade de Calcutá (Kali Ghat) teve este nome inspirado nela.

Shiva também possui dois filhos. O primeiro, Ganesha, tem a cabeça de um elefante e é o deus da superação de obstáculos, que se ligam a ele para a boa sorte e prosperidade. O segundo, Skanda, torna-se a divindade guerreira e o deus da guerra.

Para conhecer melhor a trajetória de Shiva e suas esposas, leia a história de Parvati.

Shiva Gayatri Mantra

MAHESAYA VIDMAHE
MAHADEVAYA DHIMAHI
TANNAHA SIVAHA PRACODAYATA

sexta-feira, 9 de março de 2007

Parvati

Hinduísmo: Divindade: Parvati

Parvati é uma divindade largamente idolatrada pelos hindus. É conhecida como cônjuge de Shiva e mãe de Ganesha. Por este motivo, aqui explicamos seu aparecimento e sua interação com eles.

Parvati é uma das formas da deusa Shakti, especialmente criada para seduzir Shiva.

Veja abaixo a história detalhada da criação de Parvati, desde o momento em que Shiva perdeu seu primeiro amor:

Profundamente triste com a morte do primeiro amor de Shiva (Sati), ele se isolou em uma caverna escura no Himalaia.

Enquanto isso, os demônios liderados por Taraka, vieram e expulsaram os deuses para fora do paraíso. Os deuses precisavam de um guerreiro que pudesse ajudá-los a restaurar a ordem celestial.

"Apenas Shiva pode lutar como um guerreiro" disse Brahma.

Mas Shiva, imerso na meditação, estava alheio aos problemas dos deuses. Sua meditação produziu grande força e energia. Sua mente estava cheia de bons conhecimentos e seu corpo tornou-se resplandecente de energia. Mas todo seu conhecimento e energia, dentro de seu ser, não podia ser usado para ninguém.

Os deuses invocaram à deusa mãe, Shakti, para que encontrasse uma forma de contornar a situação.

"Eu vou me enroscar ao redor de Shiva, e absorver seu conhecimento e energia para o bem do mundo e farei dele o pai de uma criança." disse Shakti.

Shakti então encarnou como Parvati, determinada a retirar Shiva de dentro de sua caverna e fazer dele seu cônjuge.

Todos os dias Parvati visitou a caverna de Shiva, limpou o chão, decorou-a com flores e ofereceu a ele frutas, esperando ganhar dele o amor.

Mas Shiva nunca abriu seus olhos. Exausta, a deusa invocou Priti e Rati, deusas do amor e da longevidade.

Essas deusas entraram na caverna de Shiva e a transformaram em um belo jardim cheio da fragrância de flores e com o som de abelhas.

Guiada por Priti e Rati, Kama, o deus do desejo, assoprou e atirou flexas de desejo no coração de Shiva.

Shiva ficou furoso. Ele abriu seu terceiro olho e liberou chamas de fúria que engoliram Kama e reduziram seu belo corpo a cinzas.

A morte de Kama alarmou os deuses. "Sem a deusa do desejo, o homem não poderá abraçar a mulher e a vida cessará."

"Eu devo encontrar outra forma de atingir o coração de Shiva. Quando Shiva se tornar meu cônjuge, Kama renascerá." disse Parvati.

Parvati entrou na floresta e executou rigorosos tapas, não se vestindo para proteger seu corpo do clima rigoroso, não comendo nada, nem mesmo uma folha. Ao executar esses rigorosos procedimentos, Parvati ganhou a admiração das entidades da floresta, que a nomearam Aparna.

Aparna tocou Shiva em sua capacidade de se excluir do mundo e dominar seus desejos físicos. A força de seus tapas acordaram Shiva de sua meditação. Ele caminhou para fora da caverna e aceitou Parvati como sua esposa.

Shiva casou-se com Parvati na presença dos deuses, seguindo os rituais sagrados. Depois, levou-a para o local mais alto do cosmos, o monte Kailasa, o pivô do universo. Eles então se tornaram um e Kama pôde renascer.

Parvati amoleceu o coração empedrado de Shiva com seu afeto. Juntos eles descobriram as alegrias da vida de casados. A deusa acordou Shiva para o mundo, despertando nele vários desejos. Em troca, ele revelou a ela os segredos dos Tantras e dos Vedas, que ele havia adquirido durante a meditação.

Inspirado na beleza de Parvati, Shiva tornou-se o fomentador das artes, da dança e do teatro.

Conforme o combinado com os deuses, Parvati deu a aura de Shiva para eles e disse: "Daqui vocês vão poder retirar o deus da guerra que vocês procuram."

Os deuses deram a aura de Shiva para Svaha, cônjuge de Agni, a deusa do fogo. Incapaz de conservar a força da aura por muito tempo, Svaha deu a aura para Ganga, a deusa do rio, que refrigerou-a em suas águas congelantes, até que a aura de Shiva se transformasse em uma semente.

Aranyani, a deusa da floresta, embebeu a semente divina no solo fértil da floresta, que cresceu e se transformou em uma criança robusta com seis cabeças e doze braços.

As seis ninfas da floresta, chamadas Krittikas, encontraram esta bela criança em uma lotus. Tomadas de afeição materna, começaram a cuidar da criança. O filho de seis cabeças de Shiva, nascido de várias mães, tornou-se conhecido como Kartikeya.

Parvati ensinou a Kartikeya a arte da guerra e transformou-o em um guerreiro celestial chamado Skanda. Skanda comandou os soldados celestiais, derrotou Taraka na batalha e restaurou o paraíso aos deuses.

Skanda, guardiã do paraíso, destruiu muitos demônios que se opuseram ao reinado dos deuses. Mas ele não conseguiu derrotar o demônio Raktabija. Jamais o sangue deste demônio tocou o chão, pois quando ele jorrava, tranformava-se em milhares de novos demônios. Ele parecia indestrutível.

Para ajudar seu filho em sua batalha para afugentar os três mundos do demônio, Parvati entrou no campo cósmico da batalha como a temida deusa Kali.

Kali sugou o sangue que jorrava do demônio com sua longa língua antes que o sangue pudesse se transformar em novos demônios. Raktabija, sem poder se reproduzir, foi perdendo sua força. Então Skanda foi capaz de derrotar Rajtabija e todas as duas replicações com facilidade.

Skanda agradeceu sua mãe por sua ajuda. Para celebrar sua vitória, Kali dançou muito no campo de batalha.

Intoxicada pelo sangue de Raktabija, Kali correu pelos três mundos, destruindo tudo e todos os que estavam em seu caminho.

Para acalmá-la, Shiva tomou a forma de um cadáver e bloqueou seu caminho. Como deusa, cega pelo sangue, ver o corpo de seu cônjuge sem vida foi um choque que tirou-a do êxtase. Ela caiu em si e quis saber se havia matado seu próprio marido. Ela pôs um pé em Shiva e o trouxe de volta à vida.

Shiva então tomou a forma de uma pequena criança e começou a chorar, trazendo o amor maternal para o coração de Kali. Isso forçou-a a mudar para sua próxima forma: Gauri, a mãe radiante, provedora da vida.

Gauri disse a Shiva que desejava ter uma criança. Mas Shiva não estava interessado em uma família. Ele se afastou dela e foi à floresta fazer tapas.

Determinada a ser uma mãe, Parvati decidiu criar um filho dela própria sem a ajuda de seu marido. Ela cobriu sua face com pasta de sândalo, retirou a pele morta, misturou-a e moldou-a em uma bela boneca, para a qual ela assoprou a vida.

Então ela ordenou ao seu filho recém criado, cujo nome é Ganesha, que vigiasse sua caverna e dela afastasse todos os estranhos.

Quando Shiva retornou para Kailas, Ganesha não o reconheceu e o impediu de entrar na caverna.

Irritado pela insolência da criança, Shiva pegou seu tridente e cortou sua cabeça.

Quanto Parvati viu o corpo de seu filho sem cabeça, ela chorou copiosamente. Para acalmar Parvati, Shiva ressucitou a criança, colocando uma cabeça de elefante no pescoço cortado. Shiva também aceitou Ganesha como o primeiro de seus filhos.

Ganesha, que impediu Shiva de atravessar a porta de da caverna de sua mãe, tornou-se adorado como o removedor de obstáculos, o senhor dos inícios e o senhor do aprendizado.

Com Parvati de seu lado, Shiva tornou-se um homem de família. Mas ele não abandonou sua forma de heremita: ele continou a meditar e imergir em sonhos. Sua falta de cuidado, sua recusa de responsabilidades algumas vezes irritou Parvati. Mas então ela voltava a si, conformava-se com os caminhos não convencionais de seu marido e restaurava a paz. A conseqüente paz matrimonial entre Parvati e Shiva assegurou a harmonia entre matéria e espírito e trouxe estabilidade e paz para o cosmos.

Parvati também se tornou Ambika, deusa da segurança de casa, do matrimônio, da maternidade e da família.

terça-feira, 6 de março de 2007

Vishnu

Hinduísmo: Divindade: Vishnu

Normalmente representado como um lindo jovem montado em uma enorme águia, é um deus suave e companheiro. Sua função é salvar e redimir o mundo, utilizando sua força de preservação e sustentação. Originalmente relacionado com o sol, Vishnu é o preservador do universo e a encarnação do amor, verdade, ordem e compaixão. Para seus adoradores, ele é o ser supremo, do qual tudo emana. Cavalga sobre Garuda, o pássaro fabuloso, ou descansa sobre Ananta, a serpente cósmica. A fim de restaurar o equilíbrio cósmico, Vishnu encarnou na terra em nove avatares, ou encarnações, algumas humanas, outras animais. A décima encarnação ainda está por vir.

Vishnu é considerado como o aspecto maior de deus no hinduísmo e na mitologia indiana. Ele é tido como o preservador do universo, enquanto os dois outros aspectos de deuses, Brahma e Shiva, são considerados os criadores e destruidores do universo, respectivamente. Os seguidores de Vishnu são chamados Vaishnavites.

Como preservador do cosmos, Vishnu mantém as leis do universo. Ao contrário de Shiva, que freqüentemente busca refúgio na floresta para meditar, Vishnu constantemente participa de conquistas amorosas.

Quanto a ordem prevalece no universo, Vishnu dorme nas colinas de Sesha, ordenados dos Nagas. Assim como Sesha flutua através do oceano cósmico dando sustentação à Vishnu, o universo surge do sonho de Vishnu. Mas quando há desequilíbrio no universo, Vishnu se utiliza de seu veículo, Garuda, e guerreia com as forças do caos, ou ele envia um de seus avatares (ou encarnações) para salvar o mundo.

Acredita-se que Vishnu teria dez avatares, sendo os mais populares Rama e Krishna. A lista completa dos dez avatares é a seguinte:

1. O peixe Matsya
2. A tartaruga Kurma
3. O urso Varaha
4. O homem-leão Narasimha
5. O anão Vamana
6. O padre guerreiro Parashurama
7. O príncipe Rama
8. O pastor de animais Krishna
9. Buddha-Mayamoha
10. O cavaleiro Kalki

Vishnu usa ao mesmo tempo a força e a sabedoria para assegurar a estabilidade do universo. Seu consolo é Lashmi, deusa da força e poder, oferece a ele as condições para manter a integridade do universo.

Hoje, Vishnu é uma das mais reverenciadas divindades, mas nem sempre ele foi tão popular. Nos mais antigos escritos hindus, os Vedas, ele não era mencionado freqüentemente, e é associado ao deus Védico maior, Indra. Nos épicos seguintes, como o Ramayama e o Mahabharata, ele é glorificado através dos avatares Rama e Krishna.

Vishnu Gayatri Mantra

OM NARAYANA VIDAMAHE
VASUDEVAYA DHI MAHI
TANNO VISHNU PRACODAYATA

segunda-feira, 5 de março de 2007

Radha

Hinduísmo: Divindade: Radha e Krishna

Radha foi amiga de infância e cônjuge de alma de Krishna e os dois foram inseparáveis como namorados e mais tarde, como amantes. Esse foi um amor escondido da sociedade, e deu a Radha o status de uma mulher casada. Eles tiveram seus momentos de amor, paixão e ódio - como qualquer casal de amantes. Krishna teve que deixar Vrindavan com Radha, para assegurar que os ideais de verdade e justiça fossem estabelecidos, mas no processo tiveram que deixar o ideal do amor pessoal. Ele tornou-se um rei, destruiu inúmeros inimigos e casou mesmo várias vezes. E ainda assim Radha permaneceu esperando por ele até ele voltar para ela. Seu amor por Krishna é considerado tão divino e puro que Radha por si só obteve o status de divindade, com seu nome sendo inseparavelmente ligado ao de Krishna. A maior parte das imagens de Krishna são consideradas completas quando Radha aparece ao seu lado.

A palavra Radha significa "a maior adoradora de Krishna". Nenhuma outra gopi em Vrindavana tem nome tão significativo quanto Radha. É claro, todas as gopis de Braja amam e dão prazer a Krishna. De qualquer forma, comparada com o oceano de amor de Radha por Krishna, as outras gopis são meros rios, piscinas e baldes. Assim como o oceano é a fonte original de toda a água encontrada nos lagos e rios, similarmente o amor encontrado nas gopis, e todos os outros devotos têm em sua origem Radha sozinha. Desde que o amor de Radha é o maior, ela dá o maior prazer para Krishna. Em Vrindavana, as pessoas são acostumadas a cantar o nome de Radha mais do que o nome de Krishna.

Radha é a alma; Krishna é o Deus. Krishna é o shaktiman - possessor da energia - e Radha é Sua shakti - energia. Ela é a a parte feminina da cabeça do Deus. Ela é a personificação da maior amor por Deus, e por sua mercê, a alma está conectada com o serviço e amor a Krishna.

domingo, 4 de março de 2007

Akashicos

Hinduísmo: Registros Akashicos, Karma e Reencarnação

Para cada ação, uma reação.

O que há por trás do princípio hinduísta do Karma.
por Paula C.

Quando se fala em ação e reação, está-se fazendo referência direta a um dos mais famosos princípios da religião hinduísta: o princípio do karma. O que ele, em verdade, significa?

Somos energia. Nosso mundo é energia. O universo inteiro é energia. Nós e tudo o que nos envolve formamos unidade. Reagimos com o todo e o todo conosco. Essa relação energética entre os elementos da unidade efetivamente ocorre, e além de ocorrer, fica registrada para a posteridade.

A ação de tudo o que fazemos e o que pensamos reflete-se no universo. Uma ação que nos desequilibre, que interfira em nossa energia, vai se refletir no universo. O universo vibra de acordo com as ações dos seres viventes dele, contrabalanceando suas ações, sendo a reação das ações.

Exemplo: caso sintamos ódio de algo ou de alguém, e esse ódio nos faça vibrar mais, ficar mais desequilibrados, esse ódio nos afastará de Krishna. O universo registra essa vibração e age de forma a anulá-lo. Ele pode enviar sinais para os outros seres viventes / não viventes contrabalancearem isso. Receberemos então uma reação pela nossa ação.

E não pára por aí. Além de receber de volta uma reação, nosso karma aumenta (registro de ações que afastam de Krishna). Esse karma fica registrado nos registros akashicos do universo. Para anular esse karma, é necessário que façamos ações que vibrem no sentido contrário, que anulem a ação geradora de karma.

O karma pode ser anulado durante uma existência, ou serem necessárias várias existências para que ele deixe de existir. E durante o ciclo de existências, o karma pode mesmo aumentar. Nesse caso, o ser entra em um círculo sem fim de encarnações, cada encarnação tentando anular o karma da encarnação anterior sem sucesso.

Como deixar de ter Karma

A ação que resulta em diminuição do karma chama-se dharma. O dharma nos aproxima de Krishna. Fazendo uma ação que nos faça vibrar menos, e por conseqüência nos equilibre mais, nos deixará mais próximo de Krishna e mais longe do ciclo de encarnações.

O objetivo de quem almeja chegar a Krishna é parar de reencarnar e se unir a Ele. Para isso, não há outra forma senão ter um karma anulado.

Um karma anulado implica em, além de não possuir acumuladas ações que afastem de Krishna, também implica em não vibrar, ou seja, em não produzir interação emocional com o mundo material. Um ser apto a voltar para Krishna não se ilude pelo véu do mundo material, pelos seus anseios, ganhos e perdas. Os sentidos mundanos já não norteiam sua vida.

O véu do mundo material

O aquilo o que vemos, sentimos, ouvimos, cheiramos e degustamos é material, é energia interpretada pelos nossos limitados sentidos. Um ser inebriado pelo mundo material não consegue enxergar adiante. Ele se afoga nos prazeres e desprazeres materiais. Aquele que busca a verdade suprema, que busca dentro de si o equilíbrio e se aproxima dele é que consegue chegar a Krishna.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Krishna

Hinduísmo: Divindade: Krishna

Krishna é um dos avatares mais comuns do deus Vishnu, ou seja, uma de suas encarnações mais comuns.

O olho em forma de lótus, de coloração escura de Krishna é o homem completo e perfeito da mitologia indiana tradicional. Isso faz Krishna o maior Deus não ariano no panteão Hindu. Ele foi a oitava encarnação de Vishnu, o Preservador do Universo. Ele incorporou a forma humana para redimir as ações das forças do mal. Krishna tinha um apelo físico irresistível.

Viasa, no poema épico Bhagavad Gita, narra os diálogos entre Krishna e o guerreiro Arjuna, onde a justa conduta do ser humano é ensinada. Dentre os doze avatares (encarnações de Vishnu), Krishna tornou-se o mais conhecido e cultuado. Personifica o amor divino e suas aventuras são descritas no Bhagavat Purana.

Há três principais estágios na vida de Krishna:

No primeiro, Krishna nasceu em uma prisão em Mathura, onde seus parentes foram capturados por um demônio que tomou o lugar de um rei chamado Ugrasena. Sobre essa captura: Um dia, Ugrasena e sua esposa estavam caminhando nos jardins, onde um demônio viu a rainha e sentiu amor por ela. Em sua luta por ela, ele distraiu a atenção de Ugrasena, e assumiu sua forma e concretizou seu desejo. A criança nascida desta união foi Kamsa. Kamsa cresceu para destronar seu pai e prender sua irmã Devaki (filha de Ugrasena) e seu marido Vasudeva. Devaki mais tarde se tornou a mãe de Krishna.

Então um dia Kamsa estava levando sua irmã recém casada e seu marido Vasudeva para sua nova casa, quando uma voz vinda dos céus os interceptou. A voz disse para Kamsa que a oitava criança de Devaki iria matá-lo. Conseqüentemente, ele aprisionou o casal e começou a matar suas crianças, ano após ano. Sete crianças foram perdidas mas a oitava - o Deus - escapou das mãos do carniceiro e viveu para cumprir sua missão contra Kamsa mais tarde. Krishna nasceu à meia-noite do oitavo dia do equinócio do Bhadrapada (Agosto/Setembro) e foi trazido para Vrindavan por Vasudeva (pai de Krishna) na mesma noite, para salvá-lo de Kamsa.

Seu pai trabalhou para possibilitar ao bebê Krishna escapar para uma vila próxima e trocá-lo com outra criança. Ele foi criado pela família de pastores de vacas de Yashoda e Nanda Raja. Krishna cresceu como um garoto pastor de vacas.

No segundo, já como jovem, Krishna conquistou todas as garotas da vila com sua boa aparência, charme e atenção. Apesar de Radha ser sua favorita, ele flertou com as outras gopis também. Ocasionalmente ele se divide em vários, assim ele pode dar atenção a várias garotas de uma só vez. Estas estórias, que são boas lendas no nível superficial, também são interpretadas no nível de espírito.

Brajbhoomi, onde Krishna nasceu, compreende as cidades gêmeas de Mathura e Vrindavan. Esta não é apenas uma terra sagrada onde Krishna nasceu e demonstrou seu leela cósmico, mas um lugar cheio de reminiscências divinas. Foi aqui que ele encontrou pela última vez Radha, sua companheira inseparável. Vrindavan, há 15km de Mathura, foi o local favorito do casal divino.

No terceiro, como adulto, Krishna passou seu reinado no nordeste da Índia pela morte do rei Kamsa, evento este que é visto como a restauração do dharma. Na história do Mahabharata, ele então ajuda Arjuna, servindo como seu condutor de carroça e seus irmãos (os irmãos Pandava) em uma guerra para restaurar seu direito de reinar.

Em uma noite antes da batalha maior, Krishna e Arjuna tiveram uma longa discussão a respeito da natureza do dharma e do cosmos, que é preservado no Mahabharata como o Bhagavad Gita. No final da discussão, Krishna se revelou para Arjuna como Vishnu. As explicações de Krishna são contadas nos templos Vishnu e no festival anual de Ras Lila.