sábado, 25 de fevereiro de 2006

Essênios e Rosa Cruz



ESSÉNIOS

Os manuscritos encontrados nas grutas de Qumran, Nahal Hever (no setor israelense) e nas grutas Wady Murabba'at (no setor jordaniano) formam um conjunto chamado de manuscritos do Mar Morto. Cópias de vários livros do Antigo Testamento foram encontradas, mais ou menos completas e, algumas vezes, um pouco diferentes do texto reconhecido. O único livro do Antigo Testamento não encontrado foi o livro de Éster. Todos os manuscritos datavam do século III a. C. ao século I. d. C., de acordo com análises com carbono 14. Entre os ensinamentos de Qumarn, há dois aspectos que se destacam: a espera escatológica de um fim anunciado nas profecias e os ensinamentos do grupo. O essenismo parece ter suas raízes na tradição apocalíptica. Na literatura apocalíptica, as obras mais antigas e mais importantes são "O Livro de Henoc", o "Livro de Jubileus" e "Guerra dos Filhos da Luz contra os Filhos das Trevas", livro que preparava os essénios para uma luta que ocorreria no fim dos tempos entre o bem e o mal.

A doutrina que João pregou no deserto já era conhecida dois séculos antes. Alguns judeus articularmente piedosos (os Hassidim) admitiam estar próximo o fim do mundo, por acreditarem no que dizia o livro dos Macabeus (I. Mac. 1,2). Os judeus tiveram sempre pouca sorte com os estrangeiros. Depois do exílio da Babilônia vieram os Persas. Alexandre venceu-os em 333 a. C. e repartiu o Império. Duzentos anos antes da era cristã os Sírios conquistaram o poder na Judéia. Os Hassidim protestaram contra a impiedade do seu tempo. Perseguidos, abandonaram as aldeias e refugiaram-se no deserto, entre Jerusalém e o Mar Morto, num local chamado Qumram. São os antepassados dos Essênios. Alguns desses Essênios separaram-se do movimento, cheios de cepticismo. Deram origem à seita dos Fariseus.

O estudo comparado dos manuscritos do Mar Morto, como ficaram conhecidas as produções literárias dos Essênios, e do Novo Testamento, estabelece a existência, não de simples coincidência, mas de uma evidente dependência direta deste, no que toca às palavras, às idéias e às próprias doutrinas. Estes manuscritos, descobertos entre 1947 e 1956 foram, na sua maioria, escritos antes da era cristã e guardados em rolos, dentro de vasos de barro. Só alguns foram redigidos depois da morte de Jesus.

São a relíquia religiosa mais importante depois de se ter provado que o "Santo Sudário", supostamente a mortalha do corpo de Jesus, tinha sido tecido 1300 anos depois da sua morte.

A maior parte dos manuscritos do Mar Morto foram escritos com tinta sobre pele de carneiro. Geza Vermes, um estudioso bíblico da Universidade inglesa de Oxford, considera ser "Um escândalo acadêmico que aproximadamente 300 rolos, dos cerca de 1000 que foram descobertos, ainda não tenham sido revelados".

Muitos destes manuscritos estão guardados em diversas universidades, em Israel, Estados Unidos, França e Inglaterra.

A língua usada nos manuscritos é o aramaico, uma língua morta. No trabalho de tradução recorre-se ao computador, que dispensa o manuseio (e a conseqüente deterioração) das peças originais. As dificuldades são muitas. Para se formar um rolo é preciso juntar-se grande número de fragmentos, porque as "folhas" originais estão ressequidas e partidas.

A crescente ansiedade dos estudiosos bíblico relaciona-se com a desejada prova da ligação de Jesus à Ordem dos Essénios, particularmente depois dos 13 anos, a identificação histórica de Jesus e a confirmação da dependência do Novo Testamento desses manuscritos.

A sua divulgação tem sido dificultada por razões não exclusivamente técnicas. O ano originalmente combinado para a divulgação do conteúdo dos manuscritos era 1970. Depois, os israelitas prometeram a sua publicação para 1997.

As justificativas para esta demora são:

Conteúdo espectacular para a fé judaico-cristã, abalando eventualmente as estruturas hierárquicas religiosas. O escritor americano Edmund Wilson fundamentava esta hipótese referindo a conhecida tentativa de minimizar a importância dos manuscritos.

Interesse das várias universidades (israelitas, francesas, americanas e inglesas) em monopolizar o estudo destes documentos.

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Os Essênios

Eram originários do Egipto, e durante a dominação do Império Selêucida, em 170 a.C., formaram um pequeno grupo de judeus, que abandonou as cidades e rumou para o deserto, passando a viver às margens do Mar Morto, e cujas colónias estendiam-se até o vale do Nilo. No meio da corrupção que imperava, os essênios conservavam a tradição dos profetas e o segredo da Pura Doutrina. De costumes irrepreensíveis, moralidade exemplar, pacíficos e de boa fé, dedicavam-se ao estudo espiritualista, à contemplação e à caridade, longe do materialismo avassalador.

Segundo alguns estudiosos, foi nesse meio onde passou Jesus, no período que corresponde entre seus 13 e 30 anos(veja link Jesus). Os essênios suportavam com admirável estoicismo os maiores sacrifícios para não violar o menor preceito religioso. Procuravam servir à Deus, auxiliando o próximo, sem imolações no altar e sem cultuar imagens. Eram livres, trabalhavam em comunidade, vivendo do que produziam. Em seu meio não havia escravos. Tornaram-se famosos pelo conhecimento e uso das ervas, entregando-se abertamente ao exercício da medicina ocultista. Em seus ensinos, seguindo o método das Escolas Iniciáticas, submetiam os discípulos à rituais de Iniciação, conforme adquiriam conhecimentos e passavam para graus mais avançados. Mostravam então, tanto na teoria quanto na prática, as Leis Superiores do Universo e da Vida, tristemente esquecidas na ocasião. Alguns dizem que eles preparavam a vinda do Messias. Eram uma seita aberta aos necessitados e desamparados, mantendo inúmeras atividades onde a acolhida, o tratamento de doentes e a instrução dos jovens eram a face externa de seus objectivos. Muitos estudiosos acreditam que a Igreja Católica procura manter silêncio acerca dos essénios, tentando ocultar que recebeu desta seita muitas influências. Não há nenhum documento que comprove a estada essénia de Jesus, no entanto seus atos são típicos de quem foi iniciado nesta seita. 

A missão dos seguidores do Mestre Verdadeiro foi a de difundir a vinda de um Messias e nisto contribuíram para a chegada de Jesus. Na verdade, os essénios não aguardavam um só Messias, e sim, dois. Um originário da Casa de Davi, viria para legislar e devolver aos judeus a pátria e estabelecer a justiça. Esse Messias-Rei restituiria ao povo de Israel a sua soberania e dignidade, instaurando um novo período de paz social e prosperidade. Jesus foi recebido por muitos como a encarnação deste Messias de sangue real. No alto da cruz onde padeceu, lia-se a inscrição: Jesus Nazareno Rei dos Judeus. O outro Messias esperado nasceria de um descendente da Casa de Levi. Este Salvador seguiria a tradição da linhagem sacerdotal dos grandes mártires. Sua morte representaria a redenção do povo e todo o sofrimento e humilhação por que teria que passar em vida seria previamente traçado por Deus. 

O Messias-Sacerdote se mostraria resignado com seu destino, dando a vida em sacrifício. Faria purgar os pecados de todos e a conduta de seus actos seria o exemplo da fé que leva os homens à Deus. Para muitos, a figura do pregador João Batista se encaixa no perfil do segundo Messias. Até os nossos dias, uma seita do sul do Irão, os mandeanos, sustenta ser João Baptista o verdadeiro Messias. Vivendo em comunidades distantes, os essénios sempre procuravam encontrar na solidão do deserto o lugar ideal para desenvolverem a espiritualidade e estabelecer a vida comunitária, onde a partilha dos bens era a regra. Rompendo com o conceito da propriedade individual, acreditavam ser possível implantar no reino da Terra a verdadeira igualdade e fraternidade entre os homens. Consideravam a escravidão um ultraje à missão do homem dada por Deus. Todos os membros da seita trabalhavam para si e nas tarefas comuns, sempre desempenhando actividades profissionais que não envolvessem a destruição ou violência. Não era possível encontrar entre eles açougueiros ou fabricantes de armas, mas sim grande quantidade de mestres, escribas, instrutores, que através do ensino passavam de forma subtil os pensamentos da seita aos leigos. 

O silêncio era prezado por eles. Sabiam guardá-lo, evitando discussões em público e assuntos sobre religião. A voz, para um essénio, possuía grande poder e não devia ser desperdiçada. Através dela, com diferentes entonações, eram capazes de curar um doente. Cultivavam hábitos saudáveis, zelando pela alimentação, físico e higiene pessoal. A capacidade de predizer o futuro e a leitura do destino através da linguagem dos astros tornaram os essénios figuras magnéticas, conhecidas por suas vestes brancas. Eram excelentes médicos também. 

Nos escritos dos rosacruzes, são considerados como uma ramificação da Grande Fraternidade Branca, fundada no Egipto no tempo do faraó Akhenaton. Em cada parte do mundo onde se estabeleceram, eles receberam nomes diferentes, às vezes por necessidades de se proteger contra as perseguições ou para manter afastados os difamadores. Mestres em saber adaptar seus pensamentos às religiões dos países onde se situavam, agiram misturando muitos aspectos de sua doutrina a outras crenças. O saber mais profundo dos essénios era velado à maioria das pessoas. É sabido também que liam textos e estudavam outras doutrinas. Para ser um essénio, o pretendente era preparado desde a infância na vida comunitária de suas aldeias isoladas. Já adulto, o adepto, após cumprir várias etapas de aprendizado, recebia uma missão definida que ele deveria cumprir até o fim da vida. Vestidos com roupas brancas, ficaram conhecidos em sua época como aqueles que "são do caminho".

Foram fundadores dos abrigos denominados "beth-saida", que tinham como tarefa cuidar de doentes e desabrigados em épocas de epidemia e fome. Os beth-saida anteciparam em séculos os hospitais, instituição que tem seu nome derivado de hospitaleiros, denominação de um ramo essénio voltado para a prestação de socorro às pessoas doentes. Fizeram obras maravilhosas, que reflectem até os nossos dias. A noticia que se tem é de que a seita se perdeu, no tempo e memória das pessoas. Não sabemos da existência de essénios nos dias de hoje(não que seja impossível), é no mínimo, pelo lado social, é uma pena termos perdido tanto dos seus preceitos mais importantes. Se o que nos restou já significa tanto, imaginem o que mais poderíamos vir a ter aprendido. Como sempre, é o máximo que podemos dizer: "uma pena".


Os Evangelhos Apócrifos


Particularmente, esse é um tema que me agrada muito. Fantástico descobrirmos as outras versões da história oficial. Infelizmente, não consegui ler material suficiente a respeito, e em função disso, boa parte do que escrevo é baseada nos famosos Manuscritos do Mar Morto e nos livros de J.J.Benítez. 

Prometo refazer (com muito carinho) essa página assim que puder ler mais sobre o assunto, de preferência em livros de autores diversos. Por enquanto fico com Benítez, o que não deixa de ser algo. Aqui vão alguns trechos extraídos do livro "Os Astronautas de Yaveh" - J.J.Benítez.

"...Ainda temos de verificar muitas coisas - disse o bispo responsável pelas relações do Papa com a Imprensa. - A estada do Papa será programada nos mínimos detalhes.... - Tais palavras parecem muito lógicas. Se a Igreja espanhola se preocupa tanto com a histórica viagem de seu chefe supremo na Terra a meu país, o que não teria ocorrido há quase dois mil anos atrás, na plenitude dos tempos, quando o Pai ou a Grande Força resolveu que era chegado o momento do seu Filho aparecer no planeta Terra?" "Acredito que colocar Jesus na Terra não tenha sido tarefa tão complicada, mas fazia-se necessário cuidar dos mínimos detalhes..." "E o "plano" recebeu sinal verde... e um belo dia, há mais de 4000 anos atrás, essas civilizações eleitas ou voluntárias (ETs) apareceram com seus veículos espaciais e extraordinária tecnologia nesta planície de pó que é a Terra. Os "astronautas" >>>(Benítez sempre se refere aos Anjos como Astronautas de Deus, ou seja ETs) sem dúvida conheciam o plano para a perfeição. Seu contato com as autoridades mediadoras ou com o estado- maior dos céus deveria ser mantido quase que constantemente. Tenho certeza de que a Terra passou por um pente fino para que escolhessem a região ideal onde um dia nasceria o grande "Enviado".

Daí começamos a perceber o quão frágil é a estrutura da Igreja Católica e de outras Religiões - os crentes por exemplo. Se existe só um Deus, a nossa imagem e semelhança, como se explicam os ETs? Parece óbvio que existam outros mundos e outros seres...mas também parece óbvio que Deus não é a nossa semelhança. E tudo o que pregam tais Igrejas? Onde fica? Lavagem cerebral? Uma bela briga, não?

"Possivelmente essa tarefa de rastreamento ficou aos cuidados dos astronautas. Afinal, detectaram o povo eleito e iniciaram os 1ºs contatos. Desde o 1º momento , os homens e mulheres eleitos pelos Seres do Espaço confundiram os brilhantes e poderosos veículos com os tripulantes dos mesmos e vice-versa. O "anjo do Senhor", a "glória de Yaveh", a "nuvem de fogo" ou a "coluna de fumaça", descritos textualmente nos Evangelhos Apócrifos, significam a mesma coisa. Sempre me pergunto por que o Pai ou a Grande Energia ou talvez o "estado-maior" dos céus elegeram aquela época para a Encarnação de Jesus."

Será que hoje teríamos reconhecido os astronautas? Espero que sim. Hoje temos condições de interpretar e compreender muitas coisas...então por que não adiaram a chegada do Enviado? Hoje não teria sido mais fácil?

"Sei que não disponho de provas finais ou absolutas. Ninguém as tem. Mas lendo e relendo as passagens do Antigo e Novo testamento e dos Evangelhos Apócrifos, as descrições daquelas testemunhas coincidem assombrosamente com as que reunimos em pleno seculo XX sobre os OVNIs. Aquelas formidáveis "luminosidades" relatadas...seres resplandescentes...carro de fogo...nuvens de carvão ardente...anjos...luzes intensas...a estrela que guiou os 3 reis magos...enfim, tudo possui assombrosa semelhança com as aparições dos ETs nos dias de hoje. As coincidências são esmagadoras. E torno a repetir: admitir que os anjos que aparecem na Bíblia possam ser seres do espaço, não diminui em nada a grandiosidade e divindade do "plano" da Redenção."

"Houve e há muitas incógnitas na preparação da chegada de Jesus. Como aconteceu a concepção virginal? Por que elegeram aquele povo e não outro como base ou infra-estrutura de todo um sistema monoteísta? Como foi o parto de Jesus? Nem os Evangelhos Canônicos e nem os Teólogos (Benítez vive sendo processado pela Igreja Católica e por outras também...digamos que ele "fuça" muito...) esclarecem tais fatos com a necessaria transparência. Nessa busca, tropecei um dia com os chamados Evangelhos Apócrifos... Vejamos o que encontrei : Apócrifo : diz-se dos livros da Bíblia que, apesar de atribuído a um autor sagrado, não são aceitos como canônicos.

O que é exatamente canônico? 

"Canôn" é o catálogo de Livros Sagrados admitidos pela Igreja Católica. A questão se reduz ao seguinte: Que critério usou a Igreja Católica para decidir se um livro tinha caráter apócrifo ou canônico? Conforme pude comprovar, os téologos e estudiosos da Bíblia colocam o assunto como um caso de fé , totalmente desprovido de caráter racional ou científico. A Bíblia, e consequentemente os Livros Canônicos é inspirada por Deus - diziam os mais espertos. Como inspirados? Inspirados? Se a própria igreja reconhece o caráter divino dos Apócrifos por que não os inclui na Bíblia? E o que é pior: por que perseguiram e condenaram os Apócrifos durante séculos? Obviamente, a igreja tem suas razões, pois nem tudo são rosas. Tantos textos sobre Cristo..nada fácil separar o joio do trigo. Mas...onde está a prova da falta de inpiração divina nos Apócrifos? 

Que critério utilizou a Igreja para defini-los como Apócrifos? 

Vejamos alguns exemplos sobre os critérios e pautas que esses papas da Igreja seguiam para "desqualificar" uns Evangelhos e "elevar" outros. Irineu, que morreu mais ou menos no ano 200, expressava-se assim: " O Evangelho é a coluna da Igreja, a Igreja estende-se pelo mundo todo, o mundo tem 4 regiões e, portanto, convém que existam 4 evangelhos..." E ainda baseava suas preferências pelos Canónicos em afirmações como estas:

" O Evangelho é o sopro ou vento divino da vida para os homens e, como temos 4 ventos cardeais, necessitamos de 4 Evangelhos..." Não se pode deixar de rir diante de tais afirmações... Holbach, no prólogo de sua "História Crítica de Jesus", relembra aos esquecidos que foi no conselho de Nicéia, no ano 325 e referendado em 363 no de Laodicéia, quando aconteceu a separação dos Evangelhos Canônicos e Apócrifos. Entre os 50 textos existentes escolheram apenas 4, desprezando os restantes. Conforme o autor anónimo da obra "Libelus Synodicus", um milagre decidiu a seleção...E entrando no plano do anedótico, já não consideramos a referência como séria...vejamos o que diz o autor: " ....Impulsionados pela força das orações dos bispos, os evangelhos inspirados colocaram-se por sí próprios sobre um altar." Outra versão (mais grosseira e tão imprudente que levou os racionalistas a afirmar que o altar fora colocado artificiosamente e com propósito deliberado) conta que todos os Evangelhos, canónicos e apócrifos foram colocados sobre o altar, e que os apócrifos caíram sob o mesmo. "Uma terceira versão da variante diz que apenas se puseram sobre o altar os 4 evangelhos verdadeiros e que os bispos, em sentida e fervorosa pregação, pediram a Deus que se algum deles contivesse uma só palavra que não fosse certa, caísse ao chão, o que não aconteceu." "A quarta versão, mais inocente e diferente que as anteriores, afirma que o próprio Espírito Santo entrou no Concílio, transformado em uma pomba, que atravessou o vidro de uma janela sem quebrá-lo, voou pelo recinto com as asas abertas e imóveis, pousou sobre o ombro direito de cada bispo e disse ao ouvido de cada um, quais eram os Evangelhos inspirados..."

Bom...no mínimo curioso, né? Se tem algo em que admiro no Benítez (apesar de muitos não gostarem de sua pessoa) é o fato de que ele não se contenta em ser apenas escritor. Ele abre nos força a abrir horizontes, buscar, investigar, questionar, espezinhar, duvidar...enfim, ele é um bom repórter, isso sim. O que não o desmerece em nada como escritor. Falo isso, porque acho que todos nós, deveríamos (pelo menos os que buscam a razão e a lógica dentro da fé) procurar saber um pouco mais a respeito das outras versões bíblicas, como os Apócrifos por exemplo. Não sou eu quem vai determinar qual versão é correcta ou não, mesmo porque a ideia nem é essa. Apenas abrir a mente, questionar, duvidar, buscar, perguntar...dentro da minha concepção de "religioso praticante" isso sim, seria a verdadeira busca. Espero que consiga passar um pouquinho disso a todos que visitaram esse link.


ROSA-CRUZ


A Rosa-Cruz surgiu no século XV, e acredita-se ter sido a verdadeira sucessora do movimento templário. Seu fundador foi Christian Rosenkreuz. Teve também como membro principal o famoso conde de Saint-Germain, que impressionava dizendo ser mais velho do que parecia, justamente por contar os anos de maneira muito particular: datava seu nascimento do dia em que Jacques de Molay apareceu. A Rosa-Cruz da época era uma verdadeira sociedade iniciática, e até hoje o movimento é reconhecido como tal, em contrapartida com a Rosa-Cruz instalada na América, que promete a Iniciação em doze lições (e pelo correio). 

Permanecendo em segredo, secreta e subterrânea, a Rosa-cruz vê o fim da Idade Média e o início da Renascença, que se mostrava mais permissiva com os "feiticeiros". Já num processo mais cósmico (com interesses mais voltados à espiritualização) os rosacrucianos passam a se anunciar fundadores de um novo mundo purificado pelo fogo e a pregar também o Paraíso Terrestre. A sigla INRI (que tem várias significações, mudando de religião para religião) passou a ter uma significação não cristã - Igne Natura Renovatur Integra (a natureza é inteiramente renovada pelo fogo). O poder do fogo, que provinha do Sol, passa a ter tripla significação "é o fogo que destruíra um mundo dominado pelo mal; o fogo místico interior e o fogo para experiências alquimistas". A partir de então, a alquimia ficou em segundo plano e em primeiro plano o fogo do conhecimento, que era traduzido da seguinte maneira:

 "Vós próprios sois a pedra filosofal. Vosso próprio coração é a matéria-prima que deve ser transmutada em ouro puro". 

A Rosa-Cruz passou a ser então, o elo de ligação entre as associações esotéricas da Idade Média e os tempos modernos. É na Alemanha que cresce e se desenvolve, e um pastor luterano, Jean-Valentin Andréae é quem pela primeira vez revela a existência da sociedade, através da publicação de um documento intitulado "Les Noces Chymiques de Christian Rosenkreuz", onde desvenda alguns segredos da Ordem. Apesar do documento ter sido publicado em 1614, já se sabia de algumas pessoas célebres que participavam da Ordem, entre eles Paracelso. E é justamente nesse época que se verifica o desenvolvimento espiritual da seita. O símbolo Rosa-Cruz é adotado definitivamente : uma rosa vermelha fixa no centro de uma cruz também vermelha "porque foi salpicada pelo sangue místico e divino de Cristo". Com a ampliação da seita, foram se desenvolvendo tendências que originaram correntes dentro da própria Ordem. Em 1570 acontecia na Alemanha o nascimento dos Irmãos da Rosa-Cruz de Ouro. No século XVIII, tem aparição a Aurea-Crucis, considerada uma ramificação mais filosófica e menos mística. Com o passar dos anos, a Rosa-Cruz se tornou cada vez mais secreta. Podiam invocar espíritos e possuíam o dom da invisibilidade, segundo as histórias contadas. 

A finalidade oficial da Ordem era redescobrir os segredos perdidos da ciência, sobretudo da medicina. Dedicavam-se a fornecer riquezas aos governantes do mundo, de maneira que melhorassem a condição de vida dos seus seguidores. As exigências para ser admitido na ordem não eram árduas. Todos os novos adeptos faziam promessa de curar os enfermos confiados a eles, vestir as roupas do país onde residiam e estar presentes pelo menos uma vez por ano a uma reunião da Ordem. Deveriam ainda, escolher um sucessor antes de morrer e jurar guardar os segredos da Ordem por no mínimo, cem anos. Segundo alguns autores, cem anos após sua fundação, a Orem sofreu vários ataques vindos da parte dos maçons, corrompendo o que havia de genuíno na seita e introduzindo costumes daqueles que ridicularizavam a fraternidade. Durante sua longa história, de ramificações e seitas dissidentes, o movimento Rosa-Cruz conseguiu sobreviver e se afirmar apesar de tudo. O culto moderno emancipou-se de vez de sua influência maçónica. 

Os principais movimentos da ordem, considerados em conjunto, contam com aproximadamente 100 mil adeptos. Contudo, graças à propaganda maciça e às diversas publicações, a ordem é uma força poderosa nos tempos de hoje. Na opinião de estudiosos do assunto, o movimento Rosa-Cruz é um culto não cristão que utiliza a terminologia do cristianismo em benefício próprio. Ensina uma religião filosófica tão mística e complexa que até mesmo os adeptos mais esclarecidos encontram dificuldades em explicar detalhadamente sua doutrina secreta.

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